Lançado novo seguro contra acidentes químicos

Um novo seguro, para acidentes com produtos tóxicos, inflamáveis ou perigosos, acaba de ser lançado no mercado brasileiro pela Korsa Corretora de Seguros, sediada no Rio de Janeiro, em parceria com a Real Seguros (ABN Amro Bank). Chamado de RC Trans Ambiental, o novo seguro cobre danos a terceiros, derivados de eventuais vazamentos da carga perigosa em acidentes rodoviários, e limpeza ou descontaminação do solo. Além disso, 1% do valor arrecadado com a venda de apólices será destinado à entidade ambientalista WWF-Brasil.?O grande diferencial é que seguramos a empresa responsável pelo transporte de substâncias perigosas e não os veículos individualmente?, explica James Theodoro, diretor presidente da Korsa. Ou seja, a carga fica segurada, mesmo se transportada por agregados ou terceiros, desde que esteja a serviço da empresa contratante. ?Além disso, o segurado conta com assistência jurídica em caso de processo por dano ambiental e uma central de assistência 0800, funcionando 24 horas?. Segundo Theodoro, o cálculo do prêmio do seguro baseia-se no dano máximo provável, isto é, na exposição da carga perigosa ao risco de acidente. Desta forma, uma empresa que faz apenas 10 viagens por mês paga um preço inferior àquela que faz 20 mil viagens. E não há diferenciação em relação ao tipo de carga (potencialmente mais ou menos danosa ao ambiente).A idéia do novo seguro surgiu a partir da demanda de uma distribuidora de derivados de petróleo e um cliente-piloto ? uma empresa transportadora de líquidos inflamáveis - já é segurado há um ano, tendo renovado a apólice em dezembro. ?Fomos consultados também por uma grande cooperativa, mesmo antes do lançamento oficial?, conta o diretor da Korsa, para quem a marca WWF-Brasil deverá ter um impacto positivo, funcionando como um aval ambiental.O licenciamento da marca WWF depende de uma avaliação do produto ou serviço, que deve ser coerente com os objetivos da entidades ambientalista. Além do seguro, já existem seis outros licenciamentos no mercado, de brinquedos, móveis certificados, canecas, cadernos e roupas esportivas.

Agencia Estado,

07 de fevereiro de 2003 | 16h03

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