Lançado o sistema global de alerta contra tsunamis

O Sistema de Alerta contra Tsunamis e Atenuação de seus Efeitos no Índico (IOTWS) nasceu oficialmente nesta quinta-feira, com a implementação do Grupo Intergovernamental de Coordenação (CIG) encarregado de administrá-lo, anunciou a Unesco.Essa foi uma das decisões da 23.ª reunião da Assembléia da Comissão Oceanográfica Internacional (IOC), que também decidiu criar organismos similares no Caribe e regiões adjacentes, no Atlântico Nordeste e no Mediterrâneo e seus mares adjacentes.O secretário-executivo da IOC, Patricio Bernal, destacou que a instalação e a modernização de marógrafos serão baseadas nos sistemas das diferentes regiões do mundo, que monitoram as repercussões de terremotos de grande magnitude sobre o comportamento das águas.Custo e riscoSegundo Bernal, os marógrafos, de custo relativamente baixo (cerca de US$ 10 mil), são instrumentos capazes de transmitir informações em tempo real, correspondentes a movimentos repentinos, como um tsunami, ou mais lentos, como os relacionados com as mudanças climáticas e as variações do nível do mar, destacou.Ele destacou o "claro compromisso" expressado por todos os países do COI para enfrentar os riscos de tsunami e lembrou a "evidência" de que este tipo de riscos existe no mundo todo.A Itália, destacou, ofereceu-se como sede para a primeira reunião do grupo mediterrâneo, da qual também participará a Comissão da União Européia para "coordenar esforços".O Grupo Intergovernamental de Coordenação para o Oceano Índico realizará sua primeira reunião de 3 a 5 de agosto próximos em Perth, Austrália.ÍndicoO sistema de alarme do Oceano Índico, elaborado pela IOC, pelos países doadores e da região e por outros parceiros institucionais, será"uma rede coordenada de sistemas nacionais", cujos bens e instalações serão administrados pelos países-membros que os receberão ou assumirão sua responsabilidade.A rede já começou a funcionar parcialmente e deverá ser "plenamente operacional" em julho de 2006, quando deve estar formada por redes sismográficas aperfeiçoadas, de redes de marógrafos que transmitirão os dados em tempo real e captadores de pressão em águas profundas, assim como de centros nacionais de alerta em relação com os sistemas nacionais de gestão de catástrofes.A Assembléia do IOC concluiu seus trabalhos seis meses e quatro dias depois do maremoto que em 26 de dezembro de 2004 causou mais de 150 mil mortes e provocou o deslocamento de mais de 5 milhões de pessoas no Sudeste Asiático.

Agencia Estado,

30 de junho de 2005 | 15h00

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