Laudo confirma: melaço causa morte de peixes no Rio Pardo

A agência da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), de Ribeirão Preto, divulgou hoje o resultado do laudo das amostras de água coletas no Rio Pardo após o rompimento de um reservatório de melaço da Usina da Pedra, de Serrana, na madrugada do 29 de setembro. Depois de 20 quilômetros do início da mortandade de peixes, estimada em cerca de 50 toneladas em mais de 200 quilômetros de percurso do rio, até o Grande, em Colômbia, já nas imediações de Ribeirão Preto, o índice de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) chegou a 2.100 miligramas/litro - o normal é menor que 2. Portanto, o índice foi mais de 1.000 vezes acima. "Conheço o Rio Pardo há 55 anos e esse é o maior desastre ambiental da história dele", disse o gerente regional da Cetesb, Otávio Okano. Ele estima que a recuperação do Pardo, devido à época da piracema, será rápida, mas que para as várias espécies de peixes atinjam os mesmos tamanhos dos que morreram devido à contaminação do melaço na água, demorará de quatro a cinco anos, pelo menos. A Usina da Pedra deverá ser multada em R$ 110 mil pelo incidente. A empresa assumiu o compromisso de repovoar o Pardo, mas isso deverá ocorrer sob orientação científica do Ibama, não aleatoriamente, para evitar um desequilíbrio das espécies no leito do rio. O Ibama está fazendo um levantamento das espécies que devem repovoar o Pardo.

Agencia Estado,

07 de outubro de 2003 | 16h12

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