Líder anglicano compara relação homossexual com casamento

Arcebispo de Canterbury diz que a Bíblia não proíbe união entre o mesmo sexo, mas sim promiscuidade

Efe e Associated Press,

07 de agosto de 2008 | 12h17

O arcebispo de Canterbury e líder anglicano, Rowan Williams, afirmou que a Bíblia não proíbe relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo quando elas estão unidas em relação semelhante ao matrimônio, afirmou o jornal britânico The Times na edição desta quinta-feira, 7.   Em carta, escrita há oito anos, quando era arcebispo de Gales, Williams explicou que as passagens do livro sagrado não condena o homossexualismo das pessoas que possuem essa inclinação por natureza. Segundo o religioso, essas críticas bíblicas seriam dirigidas aos heterossexuais que mantém outro tipo de relação em busca de variedade sexual.   "Cheguei a conclusão de que uma relação sexual ativa entre duas pessoas do mesmo sexo podem refletir o amor divino de forma comparável ao matrimônio e somente se tiver o mesmo caráter de absoluta fidelidade pactuada", escreveu em carta para Deborah Pitt, psiquiatra e cristã da região do sul de Gales, que pediu a opinião do religioso sobre a questão.   O arcebispo diz que chegou nesta "conclusão definitiva" depois de 20 anos de estudos e orações, e explicou que distinguia suas opiniões como teólogo das sua posição de dirigente eclesiástico, que o obrigava a ter um ponto de vista mais tradicional.   O líder anglicano explicou que ele mesmo começou a mudar de opinião em seus contatos, como professor de Cambridge, com estudantes cristãos que acreditam que a Bíblia proíbe a promiscuidade e não a homossexualidade como tal. Na carta, Willians ainda se lamenta pelo tema ser "excessivamente politizado" a ponto de ser convertido para muitos como "o único marcador da ortodoxia cristã".

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