Líder ecologista dos EUA chega nesta 3ªF a São Paulo

Um dos efeitos nocivos dos US$ 300 bilhões em subsídios que os governos das nações ricas dão anualmente à agricultura - além de estimular safras excessivas e deprimir preços, para prejuízo dos produtores dos países em desenvolvimento - é a degradação ambiental causada pelo uso excessivo de terra, fertilizantes e recursos hídricos.O presidente da Nature Conservancy, Steve McCormick, sabe disso melhor do que ninguém. Mas, no início do ano, quando os congressistas americanos decidiram que era necessário aprovar uma nova lei agrícola, aumentando os subsídios, McCormick e a Nature Conservancy escolheram o caminho oposto ao das organizações que se levantaram para denunciar a iniciativa.Eles trabalharam para assegurar que a nova lei destinasse o maior volume de dinheiro para projetos de preservação em áreas ameaçadas pela agricultura. Dos US$ 75 bilhões em pagamentos adicionais, em dez anos, que autorizou aos fazendeiros, o Congresso reservou mais de US$ 200 milhões a essa finalidade.O episódio é típico da ação de McCormick, que iniciou nesta segunda-feira, no Rio, sua primeira viagem ao Brasil. Ele chega nesta terça a São Paulo para participar de um jantar comemorativo dos 50 anos da criação da organização, com industriais, banqueiros e líderes do movimento ambiental brasileiro.O publicitário Washington Olivetto, o ex-deputado Fábio Feldmann e o banqueiro Tomas Zinner estão entre os membros do conselho da Nature Conservancy do Brasil.Maior e mais tradicional organização do mundo dedicada à preservação ambiental, a Nature Conservancy administra bilhões de dólares em fundos doados por empresas, fundações e entidades e em contribuições de seus mais de 1 milhão de membros."O nosso propósito é a conservação de lugares que representam a diversidade natural do mundo", disse McCormick, na sede da organização, em Ballston, subúrbio de Washington. "Nada tenho contra as organizações envolvidas em políticas públicas e acho que elas cumprem um papel importante, mas nosso objetivo é bastante específico e temos um estilo próprio de trabalho, baseado na colaboração, na não-confrontação e no respeito."No Brasil, a organização está envolvida em vários projetos em cinco das regiões mais representativas da biodiversidade do país: a Amazônia, o cerrado, a mata atlântica, a caatinga e o Pantanal.

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