EFE
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Lua de Júpiter revela linhas vermelhas ao satélite Galileu

Satélite natural Europa pode abrigar oceano líquido abaixo de sua superfície; 'cicatrizes' vermelhas são formadas por fendas e cumes

O Estado de S. Paulo

06 Julho 2015 | 15h31

MADRI - O satélite Galileu, da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa, na sigla em inglês), enviou novas imagens da lua Europa, um dos satélites naturais de Júpiter. Nas fotografias, a lua aparece cortada por sulcos vermelhos, semelhantes a cicatrizes ou às veias dos olhos humanos.

Essas profundas linhas vermelhas são, na realidade, "fendas e cumes que marcam a superfície gelada da lua, ampliadas pelo aumento e pela diminuição das marés provocadas pela força gravitacional de Júpiter", explica a Agência Espacial Europeia (ESA).

A chamativa cor vermelha é produzida pela contaminação dos minerais que afloram sobre a superfície do satélite, possivelmente sais que originalmente pertenceriam a um oceano subterrâneo.

O satélite Galileu voou a distâncias pequenas da lua Europa em diversas ocasiões e seus dados apoiam a teoria que o satélite natural abriga um profundo oceano líquido, além de ter detectado "uma espécie de barro de minerais" na superfície.

A missão Juice, da ESA, servirá para explorar três das luas de Júpiter: Ganímedes, Calisto e Europa até 2030, enquanto a última será o objetivo de uma empreitada da Nasa em 2020. /EFE

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