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Lula cria programa para estimular produção florestal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira, durante solenidade de instalação da Comissão Coordenadora do Programa Nacional de Florestas (Conaflor), a ampliação da participação do País no mercado mundial de atividade florestal. Segundo ele, nesse mercado de produtos derivados de florestas, o Brasil detém apenas 2%, enquanto a Finlândia, que tem um território equivalente à metade do Estado de Minas Gerais, detém 8%."Expandir a atividade florestal é uma oportunidade para proteger a mata nativa e gerar inclusão social", afirmou.Segundo o presidente, as ações a serem desenvolvidas neste segmento permitirão ao País a geração de 400 mil metros cúbicos de madeira, criando 100 mil ocupações produtivas no período de 2004 a 2007. Além disso, as ações, que serão coordenadas pela Conaflor evitarão o desmatamento de matas nativas.Lula lançou também o Plano Nacional de Florestas para o período de 2004 e 2007, que tem como primeira meta promover o plantio de 2 milhões de hectares de florestas. Na solenidade, realizada no Palácio do Planalto, a Conaflor já foi instalada.Natureza não é "museu"O presidente lembrou que o Brasil detém a segunda maior área florestal do mundo, ficando apenas atrás da Rússia. As matas brasileiras, disse ele, somam cerca de 550 milhões de hectares, extensão maior que a Europa, e ocupam mais de 60% do território nacional.Segundo Lula, a natureza "não deve ser um museu de relíquias intocáveis", mas também não pode ser atropelada por processos econômicos baseados na exploração humana e ambiental. "Trata-se de construir uma nova base de equilíbrio, que se apóie na repartição das riquezas, mas de maneira sustentável. Sem isso, fica muito difícil cultivar a semente do futuro, porque ela não germina em terra arrasada."

Agencia Estado,

05 de fevereiro de 2004 | 14h10

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