Madeireiros ameaçam demitir 10 mil no Pará

Os madeireiros do sul do Pará, que atuam no corte, transporte, beneficiamento e exportação de mogno, ameaçam demitir 10 mil trabalhadores, fechar serrarias e estradas federais, além de promover manifestações de protesto se o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) continuar insistindo em proibir a comercialização do produto. Cobrados por empresas estrangeiras para embarcar o mogno pelos portos de Belém e Santarém (PA) e Paranaguá (PR), os madeireiros alegam estar sofrendo "enormes prejuízos", porque receberam antecipadamente boa parte do dinheiro referente a contratos que, agora, não podem cumprir. A Associação dos Exportadores de Madeira do Pará (Aimex) culpa o Ibama pela crise que o setor vem enfrentando, mas diz ainda confiar numa decisão de "bom senso" do presidente do órgão, Hamilton Casara. Para Casara, porém, o "bom senso" deve ser demonstrado pelos madeireiros, com a demonstração de que a madeira que querem exportar é de origem lícita. Até agora, os madeireiros já conseguiram sete liminares na Justiça Federal do Pará. Além disso, outras quatro foram concedidas para madeireiros do Paraná e Distrito Federal. No total, em todo o País, foram onze liminares concedidas, oito indeferidas, 17 pedidos de reconsideração, treze mandados de segurança e seis ações ordinárias.

Agencia Estado,

28 de fevereiro de 2002 | 16h09

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