Madeireiros vão discutir problemas da exploração no Pará

Representantes dos madeireiros, do governo estadual, do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama têm, amanhã em Belém, a primeira reunião de negociação para discutir a exploração de madeira no Estado. Eles integram o grupo de trabalho, criado no Pará, para analisar a crise no mercado madeireiro e definir alternativas para o problema.O diretor-adjunto do Programa Nacional de Florestas do ministério, Tasso Rezende de Azevedo, adiantou ontem que o governo quer dimensionar os reais impactos econômicos da crise no setor. O governo está disposto a discutir medidas como instrumentos de fomento e acesso a florestas públicas, mas não dispensará a execução de plano de manejo. Segundo o diretor, o manejo é importante para garantir o desenvolvimento sustentável na região. Ontem em Brasília em uma reunião preliminar, madeireiros, entre eles o presidente da Associação das Indústrias Madeireirasde Altamira, Renato Mengoni, garantiram que pode faltar madeira para a indústria. ?A situação em Altamira é grave, agora, e deve piorar no período das chuvas?, reconheceu Azevedo. O diretor explica que este quadro é conseqüência da suspensão de autorização de novos manejos florestais em terras públicas. Muitos pedidos foram rejeitados porque os documentos de posse apresentados pelos madeireiros não comprovavam que a propriedade era realmente particular. Outro problema apontado por Azevedo é a série de problemas com os planos de manejo já autorizados. O Ibama identificou planos diferentes para uma mesma área. ?Era uma espécie de overbooking nos planos de manejo?, explica o diretor. As fraudes foram descobertas porque, agora, há um controle com ajuda de satélites das áreas a serem exploradas.

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