Mãe de cardeal austríaco torce para que ele não se torne papa

A mãe do cardeal austríaco Cristoph Schoenborn espera que ele não se torne papa, porque teme nunca mais vê-lo e que ele fique oprimido com as intrigas do Vaticano.

Reuters

12 Março 2013 | 09h24

"A família toda está com medo que Cristoph seja eleito papa", disse Eleonore Schoenborn, de 92 anos, ao jornal Kleine Zeitung, em entrevista publicada nesta terça-feira.

Relembrando o discurso de despedida do papa Bento 16, que deixou claro que os papas pertenciam completamente à Igreja, ela disse que a elevação de seu filho significaria que ele "estaria acabado para mim. Então, eu nunca mais veria Cristoph de novo, porque não tenho mais força para viajar a Roma."

Schoenborn, de 68 anos, é mencionado frequentemente como um possível candidato papal, à medida que os 115 cardeais-eleitores reúnem-se nesta terça-feira no Vaticano para o começo do conclave que vai eleger o novo líder da Igreja.

Ex-aluno de Bento, com um toque pastoral que faltava ao pontífice emerito, o arcebispo de Viena se tornou uma estrela ascendente desde que editou o catecismo da Igreja, nos anos 1990.

Porém, algumas posturas cautelosas sobre reformas e uma forte dissidência de alguns padres austríacos podem prejudicá-lo.

Eleonore disse que encontra com o filho em Viena por algumas semanas todos os anos, e que Cristoph liga para ela, que vive do outro lado do país, na província de Vorarlberg, todos os domingo.

Ele tem uma mão firme para conduzir a arquidiocese de Viena, porém liderar os 1,2 bilhão de católicos do mundo seria um desafio muito grande para Schoenborn, disse ela.

"As intrigas em Viena são suficientes para ele", contou a mãe do cardeal, acrescentando que ele ficava muito irritado quando as pessoas eram desonestas.

Mas o jornal disse que o cardeal afirmou à família antes do conclave: "Não se exaltem. Eu certamente não serei papa".

(Reportagem de Michael Shields)

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