Maiores poluidores 'não estão prontos' para cortar CO2

Representante da ONU diz que não espera avanços nesse tipo de detalhe durante a conferência de Bali

Associated Press,

09 de dezembro de 2007 | 09h10

Os maiores poluidores do mundo, os EUA e a China, afirma que ainda não estão preparados para assumir metas compulsórias de corte em suas emissões de  gases causadores do efeito estufa, mas isso não parece preocupar a principal autoridade da ONU para mudança climática, Yvo de Boer, que diz que a conferência que acontece em Bali, na Indonésia, não tem o objetivo de definir esse tipo de detalhe.   "Esta reunião não trata de criar um acordo sobre o clima já todo negociado, mas de pôr as engrenagens em movimento", disse ele, no momento em que presidentes, primeiros-ministros e ministros de Meio Ambiente preparam-se para entrar no debate de como reduzir o impacto das temperaturas em elevação, da elevação dos oceanos e da disseminação das doenças tropicais.   "Chegar a uma conclusão em dois anos já é bem ambicioso, quanto Amis em duas semanas", declarou de Boer.   O principal texto em negociação na conferência de 3 a 14 de dezembro - que foi obtido pela Associated Press no sábado - menciona metas para a redução dos poluentes injetados na atmosfera, mas de um modo não-obrigatório. O preâmbulo destaca a visão, amplamente aceita, de que as emissões das nações industrializadas deveriam cair de 25% a 40% abaixo dos níveis de 1990, até 2020. Mas até mesmo esses números deverão desencadear um debate intenso nas negociações de Bali, convocadas para dar a largada num processo de negociação de dois anos para um acordo que venha a suceder o Protocolo de Kyoto.   Delegados de 190 países decidirão, entre outras coisas, qual o formato dessas conversações futuras. Quanto ao tema dos cortes obrigatórios, de Boer diz esperar que "esta seja uma discussão para o final dos dois anos, não para aqui".   O principal negociador dos EUA - país que rejeitou o Protocolo de Kyoto - disse que seu governo apresentará um plano de corte dos gases do efeito estufa em meados de 2008, e não se comprometerá com cortes obrigatórios, ao menos por enquanto.   A China, que cada vez mais depende de usinas termoelétricas a carvão para sustentar sua economia, também mantém a posição de que não acatará cortes obrigatórios, afirmando que o ocidente deveria mudar de estilo de vida para conter a poluição.

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