Mais de mil ateus pedem anulação de batismo na Itália

Organização manifestou direito de 'não serem considerados pelo Estado como súditos da Igreja Católica'

Efe

27 de outubro de 2008 | 15h01

Mais de mil pessoas pediram na Itália que sejam apagados seus nomes dos registros batismais de suas paróquias, informou nesta segunda-feira, 27, em comunicado a União de Ateus e Agnósticos italianos (Uaar).   Em um dia de manifestação convocado no sábado passado pela Uaar em toda a Itália, 1.032 apóstatas "reafirmaram seu direito de não serem considerados pelo Estado como súditos da Igreja Católica", de acordo com a agência de proteção de dados.   O secretário da Uaar, Raffaele Carcano, explicou que as adesões chegaram de toda a Itália e que em Bolonha e Milão superaram 100 pedidos de apostasia.   Ressaltou também que aderiram à iniciativa cidadãos de Cagliari, na Sardenha, cidade que teve a visita do papa há alguns meses.   O dia 25 de outubro marcou o 50º aniversário da polêmica sentença que absolveu o bispo de Prato de denegrir publicamente dois cidadãos pelo simples fato de eles terem se casado no civil.   A decisão do tribunal determinou que o casal era batizado e, portanto, súdito do bispo.

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