Malásia aconselha ONG a não interferir em costumes do Islã

'Não duvidarei em tomar ações contra estas ONGs se continuarem atiçando os ânimos', disse o policial

Efe

13 de novembro de 2008 | 17h27

O diretor da Polícia da Malásia, Moussa Hassan, pediu nesta quinta-feira, 13, às ONGs que condenam a fatwa (decreto islâmico) contra as mulheres que se vestem e se comportam como homens que deixem em paz o Islã e que não aticem os sentimentos da população. "As ONGs devem respeitar a decisão do Conselho da Fatwa em assuntos islâmicos e não interferir. Suas ações e comentários podem gerar atritos que poderiam acabar em brigas", disse Moussa Hassan aos jornalistas. "Não duvidarei em tomar ações contra estas ONGs se continuarem atiçando os ânimos", disse o policial. O édito da máxima autoridade islâmica da Malásia foi adotado em 24 de outubro passado e desde então houve protestos contra ele, embora não em número muito grande. O mufti do estado de Perak, Harussani bin Idris Zakaria, que presidiu a reunião do Conselho Nacional da Fatwa, explicou então que cada vez mais mulheres jovens na Malásia se vestem e agem como homens, e opinou que essa atitude pode levar ao homossexualismo. "O que está mal, está mal. É um pecado. Este comportamento é proibido no Islã", disse Zakaria. O diretor da Polícia lembrou hoje que a fatwa atinge apenas os muçulmanos, que na Malásia representam 60% da população de 27,17 milhões de habitantes.

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