Malásia proíbe dois livros sobre a religião islâmica

O ministério da Maioria Islâmica da Malásia baniu os livros porque eles podem prejudicar a fé

AP

15 de agosto de 2008 | 19h45

Censores do governo da Malásia baniram dois livros de dizeres islâmicos que, segundo as autoridades, dão uma visão enganosa da religião, afirmou um grupo de mulheres islâmicas que publicou um deles.  O ministério da Maioria Islâmica da Malásia baniu os livros porque eles podem prejudicar a fé, reportou a agência Bernama nesta sexta-feira, 15. Os livros foram identificados como o de língua inglesa Mulheres Islâmicas e o Desafio do Extremismo Muçulmano e o de língua malaia Estranho Mas Verdadeiro nas Preces.  Uma funcionária do ministério confirmou nesta sexta-feira, 15, que os livros foram banidos, mas não deu mais informações. Ela não quis ter seu nome divulgado porque não estava autorizada a fazer declarações públicas.  O grupo ativista Irmãs no Islã, que publicou o livro para mulheres islâmicas, criticou a proibição. Norhayati Kaprawi, representante do grupo, disse que o livro era um trabalho acadêmico em que ativistas e cientistas estudaram o impacto do extremismo na vida das mulheres muçulmanas.  "Para mim, muito irônico que o livro, em si, seja vítima do extremismo. Isso significa que as mulheres não podem discutir o extremismo?", questionou. "O que eles querem que nós façamos? Fiquemos quietas?" As Irmãs no Islã disseram não ter recebido nenhuma reclamação sobre o livro, que era distribuído desde 2005. Ela disseram que é tarefa dos distribuidores recolher os livros.

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