Mancha de óleo em São Sebastião chega a 16 quilômetros

O derramamento de petróleo ocorrido na manhã desta terça-feira no canal de São Sebastião, no litoral norte paulista, provocou uma mancha de 16 quilômetros de comprimento por dois quilômetros de largura a seis quilômetros da costa. Na tarde desta quarta-feira, cerca de 500 pessoas e 60 embarcações estavam envolvidas com o trabalho de contenção do petróleo.Um navio rebocador foi deslocado do Rio de Janeiro para São Sebastião para ajudar no controle da poluição. Até às 14 horas, somente 8 mil litros de óleo haviam sido recolhidos. A chegada de uma frente fria à região litorânea fez com que o óleo derramado por um navio petroleiro se dissipasse rapidamente.Segundo a Cetesb, o risco de a mancha atingir as praias se tornou maior por causa da ação dos ventos. O vazamento ocorreu quando o navio Nordic Marita, fretado pela Transpetro, fazia o descarregamento do produto no pier sul do Terminal Marítimo Almirante Barroso (Tebar), da Petrobras.A assessoria de imprensa do Tebar informou na manhã desta quarta-feira que do navio, que carregava 110 mil toneladas de petróleo tipo Martin, vazaram cerca de 15 mil litros de óleo. A Cetesb não confirmou este número. ?Ainda é prematuro dizer a quantidade de óleo derramado no mar?, afirmou o presidente da Cetesb, Rubens Lara, em coletiva em São Sebastião. Na tarde desta quarta, técnicos sobrevoaram a área e constaram que, até as 17 horas, nenhuma praia havia sido atingida.Apesar da negativa da Cetesb de que o petróleo não havia chegado a nenhuma praia, agentes da Defesa Civil de Caraguatatuba foram até o local e constataram, no final da tarde, que o óleo atingiu parte da costa da primeira praia de Ubatuba, a Ponta Aguda,e também a costa sul da Ilha do Tamanduá, em Caraguatatuba. A Cetesb não confirmou as informações.

Agencia Estado,

04 de junho de 2003 | 18h00

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