Máquina de camisinha em escolas continua no papel

Depois de quatro anos de muita polêmica e problemas na execução do projeto, o Ministério da Saúde iniciou a busca por parceiros para a produção em escala industrial de dois modelos de equipamento de distribuição de camisinhas para instalação em escolas públicas do País.

Fabio Mazzitelli, O Estado de S.Paulo

28 Julho 2010 | 00h00

Os protótipos foram desenvolvidos pelos institutos federais da Paraíba e de Santa Catarina, mas só o primeiro já foi oferecido ao mercado. O outro, apresentado pelo ministério em 2008, foi revisto e finalizado só há duas semanas. O custo unitário de fabricação da máquina pode variar de R$ 600 a R$ 900.

A expectativa do Programa Nacional de DST e Aids, responsável pela iniciativa, é que até 40 máquinas comecem a funcionar ainda neste ano, embora os técnicos da pasta reconheçam que há dificuldades em se associar a um fabricante e muita resistência de alguns setores da sociedade.

O objetivo do projeto é ampliar o acesso gratuito do jovem aos preservativos como forma de prevenir gravidez não planejada e doenças sexualmente transmissíveis (DST). As máquinas só serão instaladas em escolas que tenham programas de prevenção e de saúde sexual e reprodutiva. Segundo o Censo Escolar de 2005, que deu base à iniciativa, 15 mil escolas de ensino médio distribuíram preservativos naquele ano.

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