Marina nega saída caso projeto de Biosseguança seja rejeitado

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse que não procede a informação de que deixaria o Ministério caso seja rejeitado no Congresso Nacional o projeto da Lei de Biossegurança - que ajudou a elaborar - em favorecimento do substitutivo do ex-relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que foi encampado pelo atual relator, Renildo Calheiros (PCdoB-PE). A informação chegou a ser publicada por um colunista, em Brasília. "Eu não dei essa declaração em lugar nenhum. Na verdade o que está sendo feito é o diálogo sobre o projeto do governo, o qual ajudei a elaborar, e o substitutivo que agora está sendo trabalhado pelo novo relator", afirmou.A ministra debateu a proposta da Lei de Biossegurança, nesta manhã, com o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Enio Candotti, e com a ex-presidente da sociedade, Glaci Zancan. Nesse encontro, segundo os cientistas, procurou-se chegar a um consenso entre o projeto e o substitutivo da Lei de Biossegurança. Segundo eles há o temor de que eventuais dúvidas possam abrir espaço para dispositivos da lei serem contestados na Justiça. Candotti defendeu um prazo maior para o debate do substitutivo, cuja aprovação está prevista para a próxima semana: terça-feira na Comissão Especial e na quarta-feira no plenário da Câmara.

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2004 | 12h09

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.