Marinha dos EUA dispara míssil para derrubar satélite espião

Derrubada foi ordenada por Bush, porque tanque de combustível conteria substâncias tóxicas

Efe,

21 de fevereiro de 2008 | 01h26

A Marinha americana lançou nesta quarta-feira, 20, um míssil tático contra um satélite espião que se aproximava perigosamente da Terra, informou o Pentágono. O foguete foi lançado da embarcação Lake Erie, localizada no Pacífico Norte, embora ainda não se saiba se conseguiu destruir o tanque do satélite. Veja também:China pede informações sobre destruição de satélite espiãoA derrubada do satélite foi ordenada pelo presidente George W. Bush, porque seu tanque de combustível conteria substâncias tóxicas, que poderiam ser liberados após o choque com a atmosfera, representando um perigo para a população da Terra."O míssil foi lançado com sucesso", indicou o Departamento de Defesa, acrescentando que a operação aconteceu pouco depois das 22h30 hora local (0h30 de Brasília).Por sua vez, o Pentágono esclareceu que os dados sobre se foi possível atingir o tanque, de cerca de 0,9 metro, só devem estar disponíveis dentro de 24 horas. O satélite, conhecido como "L-21" tinha sido posto em órbita em 2006, da base Vandenberg da Força Aérea.As autoridades haviam assegurado que existiam poucas possibilidades de que os restos do satélite espião caíssem sobre zonas povoadas da Terra.Neste sentido, o conselheiro assessor adjunto de Segurança Nacional dos EUA, James F. Jeffrey, advertiu recentemente que só havia uma possibilidade remota de que o satélite caísse sobre a Terra, superasse intacto a entrada na atmosfera terrestre e disseminasse gases tóxicos.O Departamento de Defesa havia esperado até o dia de hoje para derrubar o aparelho, para não pôr em risco os trabalhos de aterrissagem do ônibus espacial Atlantis, que após 12 dias de missão na Estação Espacial Internacional (ISS) chegou esta manhã ao Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral (Flórida).A decisão final de disparar foi tomada pelo secretário de Defesa americano, Robert Gates, que hoje viajou ao Havaí antes de iniciar um périplo de nove dias pela Ásia. O Governo dos EUA desembolsou cerca de US$ 60 milhões para poder realizar a operação de hoje.

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