Matemático russo decide rejeitar prêmio de US$ 1 milhão

Grigory Perelman disse que considera o prêmio que lhe foi oferecido injusto

AP

01 Julho 2010 | 15h37

O matemático russo Grigory Perelman, um recluso que chegou às manchetes no início do ano por vão aceitar de imediato um prêmio de US$ 1 milhão, decidiu de fato rejeitá-lo.

A decisão de Perelman foi anunciada nesta quinta-feira, 1º, pelo Instituto Clay de Matemática, nos EUA, que havia concedido a Perelman seu Prêmio do Milênio.

 

A honraria homenageia a solução da Conjectura de Poincaré, um problema geométrico que desafiava matemáticos desde o início do século passado.  

 

O presidente do instituto, Jim Carlson, disse que a decisão do gênio russo não vem como uma surpresa, já que Perelman já havia rejeitado prêmios matemáticos anteriores.

 

Carlson disse que Perelman o informou da decisão em conversa telefônica na semana passada, e não mencionou os motivos. Mas a agência de notícias russa Interfax cita Perelman afirmando que considera o prêmio injusto. De acordo com o russo, sua contribuição para a prova da conjectura não teria sido maior que a do matemático americano Richard Hamilton.

 

"Em resumo, minha principal razão é meu desacordo com a comunidade matemática organizada", disse Perelman, de 43 anos, á Interfax. "Não gosto das decisões deles, considero-as injustas".

 

Carlson disse que os responsáveis pelo instituto farão uma reunião nos próximos meses para definir o destino do dinheiro, que será empregado de forma a "beneficiar a matemática".

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