MCT libera R$ 3 milhões para produção de vacinas BCG

Um convênio de quase R$ 3 milhões, que viabilizará a retomada da construção de uma das maiores fábricas do mundo de vacina contra tuberculose (BCG), foi assinado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, ontem, no Rio de Janeiro. O laboratório possui aproximadamente 1,5 mil m² de área total e a construção de suas instalações, na Baixada Fluminense, teve início em 1990. O investimento, até agora, é de cerca de R$ 30 milhões e ainda faltam aproximadamente R$ 9 milhões para adquirir equipamentos e concluir a obra, interrompida há quatro anos por falta de recursos. O Ministério da Saúde também vai repassar mais R$ 1,5 milhão para auxiliar na retomada das obras. Além de suprir todo o consumo interno - em torno de 15 milhões de doses por ano - o laboratório poderá exportar os excedentes da vacina produzida para países da África, Ásia e América Latina. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há uma carência de 200 milhões de doses de BCG por ano, em todo o mundo. A produção mundial de BCG é de 380 milhões de doses por ano, suficiente para vacinar apenas 95 milhões de pessoas. Os maiores laboratórios estão na Dinamarca, França, Índia, Indonésia e no Japão. O MCT acredita que, com a construção da fábrica na cidade de Duque de Caxias (RJ), o Brasil possa se tornar o segundo maior produtor de BCG, perdendo apenas para a Dinamarca. A vacina BCG exige uma fábrica dedicada exclusivamente à sua produção. É feita com um bacilo atenuado vivo, que consome nutrientes especiais, além de demandar proteção contra a luz do Sol e calor, em todas as etapas de produção. Como ocorreu na África do Sul, muitos laboratórios reduziram sua produção ou foram fechados devido a tais exigências de fabricação.

Agencia Estado,

28 de outubro de 2003 | 14h55

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