Médicos apontam risco em remédio para colesterol

Crestor, remédio do grupo farmacêutico britânico AstraZeneca usado no controle do colesterol, "tem o pior perfil de risco" entre os quatro grandes medicamentos desta categoria disponíveis no mercado, de acordo com um estudo divulgado pela Associação Americana de Cardiologia.Publicado no jornal Circulation, o artigo vincula o Crestor a problemas renais e musculares que precisaram de internação, ressalvando, porém, que os riscos "são pequenos"."É muito importante observar que, como família (de medicamentos), as estatinas são muito seguras e mostraram, claramente, que reduzem os riscos de doenças cardiovasculares", comentou o pesquisador da Tuft University e principal autor do estudo, Richard Karas."Embora a rosuvastatina (Crestor) tenha se revelado menos segura do que as outras, isso não quer dizer que os pacientes devam parar imediatamente de tomar este remédio. De maneira geral, os riscos apresentados pela rosuvastatina são pequenos e as pessoas que tomam este medicamento devem conversar com seu médico antes de decidir parar ou não de tomá-lo", frisou Karas.O Crestor, um dos principais remédios do AstraZeneca, responsável por uma receita de US$ 908 milhões em 2004 no mundo todo, é uma das principais estatinas - substância ativa que reduz a taxa de colesterol no sangue - junto com o Lipitor (Pfizer), Zocor (Merck) e Pravachol (Bristol-Myers Squibb). A filial da AstraZeneca nos Estados Unidos ainda não comentou a informação.

Agencia Estado,

24 de maio de 2005 | 11h04

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