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Meio ambiente: sem verba, governo apela para ONGs

Mesmo reconhecidos pela Unesco como patrimônios da humanidade, sete sítios naturais brasileiros estão sem ferramentas para garantir a preservação de sua biodiversidade. É o caso das áreas onde estão as Cataratas do Iguaçu, o Pantanal e o Monte Pascoal. O Ministério do Meio Ambiente, sem recursos e pessoal, apelou para organizações não-governamentais (ONGs) e entidades internacionais para atenuar os problemas enfrentados pelos paraísos ecológicos. O governo assinou, nesta quinta-feira, um acordo que vai garantir US$ 4,5 milhões (R$ 13,5 milhões) para entidades sem fins lucrativos que atuam na preservação do Parque Nacional do Jaú, no Amazonas, das reservas de Mata Atlântica de São Paulo e Paraná, da Costa do Descobimento, na Bahia e no Espírito Santo, e da área de preservação pantaneira, em Mato Grossoe Mato Grosso do Sul. Ficaram para uma segunda etapa os sítios das ilhas atlânticas (Fernando de Noronha e Atol das Rocas) e da Chapada dos Veadeiros e Parque das Emas, em Goiás. A duraçao do acordo é de quatro anos.O secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, reconheceu que o dinheiro não é suficiente para os programas que estão sendo tocados nos sítios naturais. "É preciso considerar que o programa envolve uma área de 3,2 milhões de hectares", disse. O programa repassará dinheiro, por meio de edital, a entidades que desenvolvem projetos de treinamento de pessoal, educação e conscientização ambiental, proteção da biodiversidade e desenvolvimento sustentável com comunidades locais. A ativista Denise Hamú, secretaria-geral da WWF-Brasil, uma das parceiras do ministério, avaliou que as condições dos parques naturais brasileiros são diferentes. A maior ameaça ocorre nas reservas da Bahia, onde imobiliárias e plantadores de eucalipto ajudam na devastação das áreas de Mata Atlântica. Outros parques, como o Iguaçu e o Jaú estão em melhores condições de preservação. Para o representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein, esse acordo pode ajudar a transformar os sítios em atraçõesturísticas.

Agencia Estado,

13 de agosto de 2004 | 01h46

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