'Memória' de terremotos criam novos tremores

Pesquisadores afirmam que ondas sísmicas induzem réplicas e liberam energia armazenada nas partículas

Agências internacionais,

14 de janeiro de 2008 | 11h06

Usando um dispositivo que simula terremotos em laboratório, pesquisadores descobriram que as ondas sísmicas produzidas pelos abalos podem induzir novas réplicas por um período longo. Segundo a Nasa, a pesquisa ainda fornece dados de como os terremotos se formam e voltam a aparecer. Em um artigo da revista Nature, Paul Johnson e seus parceiros no estudo, Heather Savage, Mike Knuth, Joan Gomberg e Chris Marone mostraram como a energia pode ser armazenada em materiais granulares e como a sua liberação pode desencadear um terremoto quando atingido por ondas sísmicas na região das réplicas do tremor principal. O mais surpreendente para os pesquisadores foi constatar que a energia pode ser liberada minutos, horas ou até dias depois de serem atingidos pelas ondas sísmicas. Terremotos costumam ser registrados nas regiões em que se encontram as falhas tectônicas, por conta da movimentação e o choque entre elas. As réplicas são resultado das ondas lideradas pelo abalo principal. A equipe revelou ainda que as partículas guardam uma "memória" após os tremores, mesmo depois da realocação das placas. "A memória é a parte mais confusa," disse Johnson, "porque durante um terremoto, muita energia é liberada e queremos saber porque ela não se apaga durante um evento tão violento". Outros eventos catastróficos, como avalanches e o colapso de dunas de areia - fenômenos formados por partículas granulares - poderiam ajudar a fornecer indícios da física dos terremotos e revelar o mistério da memória armazenada nessas pequenas partes.

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