Menina catarinense morta em 1931 é beatificada pelo Vaticano

Os devotos agora rezam pelo reconhecimento de milagres que façam dela a primeira santa nascida no Estado

Marco Britto, Agência Estado

20 de outubro de 2007 | 20h39

Aproximadamente 10 mil fiéis comemoraram na tarde de sábado, 20, a cerimônia de beatificação de Albertina Berkenbrock, nascida na comunidade de São Luiz, município de Imaruí (SC), em 1919.    A missa foi presidida pelo Cardeal José Saraiva Martins, representante do Vaticano, em frente à Catedral Diocesana da cidade de Tubarão, à 69 km do local de nascimento da beata.    De acordo com o bispo da diocese local, Dom Jacinto Bergmann, "houve uma aprovação por parte da Igreja de um sentimento que o povo já tinha há muito tempo".   O caso da menina morta aos doze anos, enquanto resistia a uma tentativa de estupro, chocou a pequena vila no interior de Santa Catarina, em 1931. Desde então, o local do crime se tornou um ponto de peregrinação, onde hoje está a Igreja São Luiz, que abriga o túmulo de Albertina.   Os devotos agora rezam pelo reconhecimento da primeira santa catarinense, uma vez que Santa Paulina, conhecida pelos milagres operados em Nova Trento (SC), era nascida em Trento, norte da Itália. Para ser declarada santa, a beata precisa, agora, ter dois milagres reconhecidos pela Igreja.

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