Mercado ambiental deve crescer até 7% ao ano

Os investimentos em tecnologias ambientais no Brasil foram da ordem de US$ 3 bilhões em 2002, um mercado que deve crescer de 5% a 7% ao ano nos próximos cinco anos. A estimativa foi apresentada pelo presidente da Ruschel & Associados MarketingEcológico, Rogério Ruschel, durante o seminário Indústria e Meio Ambiente, realizado nesta quarta-feira, pela Câmara Brasil-Alemanha, no Rio de Janeiro.Do total de investimentos, 30% correspondem à participação de fornecedores externos, principalmente de França, Estados Unidos, Alemanha e Canadá.Segundo Ruschel, a maior parte desses investimentos é no setor de tratamento deágua e efluentes, onde foram gastos US$ 1,7 bilhão em 2001, mas cujo potencial demercado chega a US$ 30 bilhões. "Somente os investimentos planejados nos 20maiores projetos em andamento chegam a US$ 9 bilhões", disse.Essa demanda vem principalmente das companhias estaduais de saneamento, prefeituras e autarquias, mas atualmente também do setor privado e dos comitês de bacias hidrográficas.O crescimento do mercado ambiental - que inclui consultoria, gerenciamento e fornecimento de serviços, tecnologias e equipamentos ? deve ocorrer também na área de controle da poluição atmosférica e gerenciamento de resíduos.No setor de poluição, além do setor de transportes, responsável por 85% da geração, estão entre os potenciais clientes as indústrias de papel e celulose, cimenteira, química e petroquímica, de adubos, fundição e mineração, entre outras.Para o especialista, na área de resíduos, existem oportunidades em serviços de consultoria, projetos e gerenciamento, tecnologias de reciclagem, de incineração e para geração de energia. "As demandas vêm dos setores industrial epúblico, além dos serviços de saúde", avalia.O aumento dos investimentos em tecnologias ambientais, certificações e projetossocioambientais no Brasil segue a tendência mundial de busca da ecoeficiência e éirreversível, na opinião de Fernando Almeida, presidente do Conselho EmpresarialBrasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), que congrega 58 dos maioresgrupos empresariais atuantes no País."O grande desafio da sustentabilidade, hoje, édesvincular crescimento econômico e prosperidade do consumo de materiais e recursos", disse.Para Almeida, isso é uma questão de "sobrevivência sustentável" e só pode seratingida, num contexto global, com transparência e democracia, tanto para empresascomo para governos. "Vivemos em um ´mundo CNN´, onde se sabe tudo o que acontece no planeta e onde a credibilidade é conseguida por resultados."

Agencia Estado,

28 de maio de 2003 | 19h55

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