Merkel apoia opção por ensino religioso em Berlim

Referendo vai escolher se alunos deverão cursar ética ou poderão optar, também, por cursos de religião

AP,

24 de abril de 2009 | 19h17

A chanceler alemã Angela Merkel participou de um debate em Berlim nesta sexta-feira, 24, que discutiu se os estudantes deveriam ter autorização para cursar aulas de religião no lugar dos cursos obrigatórios de ética, dizendo que os alunos devem poder escolher.

 

Os comentários de Merkel na reunião do Partido Democrata Cristão vieram apenas dois dias antes do referendo sobre se a regulamentação de 2006, que tornou as aulas de ética obrigatórias, deve ser substituída por legislação que permita que os alunos escolham entre religião e ética.

 

"Espero que muitos cidadãos apoiem [o direito de decisão]", disse Merkel, sobre o referendo.

 

A maior parte das escolas alemãs exigem que os alunos cursem ou religião ou ética entre as séries 1ª e 10ª. Em Berlim, no entanto, estudantes podem escolher apenas até a 6ª. A partir da 7ª, eles devem cursar ética, mas podem assistir aulas de religião antes ou depois do horário de aula.

 

O referendo foi organizado pela igreja e por grupos de pais que dizem que a frequência às aulas de religião caiu em cerca de dois terços desde as mudanças de 2006.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.