Mesmo sem viagem à Lua, Nasa gerará empregos, diz novo chefe

A agência pretende gastar bilhões de dólares nos próximos 5 anos para desenvolver novas tecnologias

Associated Press

08 Abril 2010 | 18h17

A Nasa pode ter desistido de ir à Lua no futuro próximo e seus ônibus espaciais estão prestes a se aposentar, mas ela poderá aumentar o número de empregos que oferece, disse o administrador da agência espacial.

 

O ex-astronauta e atual responsável pela Nasa, Charles Bolden, disse que como a agência terá mais dinheiro disponível, ela deverá ter mais empregos na comparação com o previsto pela administração anterior, com base nos preparativos para a viagem à Lua. Mas a maioria dos empregos irá para pesquisas aeronáuticas e de mudança climática.

 

A Nasa também pretende gastar bilhões de dólares nos próximos cinco anos para desenvolver novas tecnologias de propulsão e ajudar empresas privadas a construir suas próprias naves tripuladas.

 

"Tem-se mais dinheiro, e isso deve significar que se terão mais empregos", disse Bolden. Mas ele afirmou que a agência ainda não tem um cálculo oficial de vagas, e que a alegação de mais empregos baseia-se apenas na correlação com o orçamento.

 

A entrevista coletiva desta quinta-feira delineou como a Nasa deve mudar sob o novo plano de exploração espacial definido pelo presidente Barack Obama.

 

Os ônibus espaciais serão desativados dos próximos meses. Em vez de usar o dinheiro poupado dessa forma para financiar uma viagem à Lua, o governo pretende investir na pesquisa de novas tecnologias de propulsão, estímulo ao setor privado, pesquisas sobre mudança climática e de tecnologia aeronáutica. A meta final da exploração espacial com astronautas é Marte, disse Bolden.  

 

A questão dos empregos é especialmente delicada porque o novo plano para a agência espacial precisa ser aprovado pelo Congresso, e vários parlamentares temem que cortes nos programas da Nasa previstos durante o governo Bush afetem suas bases eleitorais.

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