Metade da Amazónia sofre efeitos da ação humana

Metade da Amazônia, ou de 1,93 milhões de quilômetros quadrados, já sofre os efeitos da ação humana, segundo um estudo divulgado hoje pela organização não governamental Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Desmatamento, estradas ilegais para a extração de madeira e ouro, ocupação desordenada e incêndios são as principais causas da degradação da floresta. "Vastas áreas, antes consideradas vazias (especialmente no Norte e Oeste do Brasil), mostram sinais crescentes de pressões humanas, notadamente de incêndios florestais", diz o estudo.O levantamento, feito por fotos de satélites, classifica como áreas sob o efeito da ação humana regiões num raio de 10 quilômetros dos focos de incêndios provocados anualmente na região. "Quem ocupa regiões de floresta circula num raio de 10 quilômetros (em relação ao foco do incêndio) à procura de caça, por exemplo", afirma o estudo.Segundo a ong, mais de 70% dos focos de incêndio estão ligados a estradas ilegais, estradas oficiais e até nas margens dos rios por onde a madeira é retirada.A extração ilegal de madeira, especialmente do mogno, que atinge alto valor no mercado internacional, é uma das principais causas do desmatamento e dos incêndios, indica a ong Imazon, que tem sede em Belém.A Amazônia brasileira ocupa uma área de 4,1 milhões de quilômetros quadrados, incluindo os estados do Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá e partes do Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

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