Observatório Espacial Heller & Jung/reprodução
Observatório Espacial Heller & Jung/reprodução

Meteoro de grande magnitude com luminosidade superior à da lua é registrado no RS

Fenômeno astronômico é registrado pelo Observatório Espacial Heller & Jung

Lucas Rivas, especial para o Estadão

01 de outubro de 2020 | 15h15

PORTO ALEGRE - Um meteoro de grande magnitude caiu na madrugada desta quinta-feira, 1º, no Rio Grande do Sul, despertando a atenção de gaúchos que viram a noite "virar dia" por alguns segundos. O fenômeno astronômico foi registrado pelo Observatório Espacial Heller & Jung, localizado em Taquara, na região do Vale do Paranhana. A explosão iluminou o céu da Serra gaúcha à 1h09 (horário de Brasília), sendo superior à claridade da Lua.

Esse foi o maior meteoro registrado desde o início dos trabalhos no centro, em 2016. Ele começou a brilhar a uma altitude de 89,5 km sobre a zona rural de Caxias do Sul, na região da Serra. O clarão também foi registrado em parte de Santa Catarina.

Conforme Carlos Fernando Jung, proprietário do observatório e diretor científico da região Sul da Brazilian Meteor Observation Network (Bramon), o fenômeno se trata de um "superbólido" - meteoro extremamente brilhoso que provoca uma claridade maior do que o tipo fireball, que não explode no final.

“Durante seis segundos, o meteoro brilhou intensamente, superando facilmente o brilho da Lua cheia até sua explosão final e extinção a 22 Km de altitude sobre o município de Vacaria, também no Rio Grande do Sul”, explicou ao Estadão.

Desde o começo do ano, o observatório já registrou mais de 11 mil meteoros, porém todos de baixa magnitude e massa. “Foi um bólido de grande magnitude, o maior registrado até agora, inclusive no Rio Grande do Sul”, afirmou Jung.

Dificilmente a queda de um bólido traz riscos quando entra na atmosfera, informou a MetSul Meteorologia. “Os fragmentos quando entram na atmosfera ‘pegam fogo’ e viram essa bola de fogo que explode ao final”, ressalta Estael Sias, meteorologista da MetSul.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.