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Meteoros e superlua ‘disputam’ céu na madrugada desta quarta

Chuva Geminídeas e aproximação de satélite da órbita da Terra são atrações visíveis a olho nu; meteoros poderão ser vistos na maior parte do mundo

O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2016 | 00h13

SÃO PAULO - Quem olhar para o céu com atenção na madrugada desta quarta-feira, 14, poderá se deparar com um espetáculo de luzes. Deve acontecer nesta noite a chuva de meteoro Geminídeas - que recebe esse nome por estar em direção a constelação de Gêmeos -, formada por restos deixados pelo asteróide chamado 3200 Phaethon.

Ao passar pela atmosfera da Terra a 125 mil quilômetros por hora, as partículas se incendeiam e se tornam visíveis. A 'chuva' acontece todos os anos e sua média de observações de meteoros é de 50 a 100 meteoros por hora. Neste ano, o fenômeno coincide com a superlua, quando o satélite se aproxima do planeta, tornando seu brilho mais intenso, mas ofuscando algumas das observações das partículas dos meteoros.

A agência espacial americana Nasa deu orientações simples para quem quer enxergar melhor as luzes, já que são visíveis a olho nu: afaste-se da intensa claridade da cidade, deite-se, olhe para cima e deixe que seus olhos se acostumem com a escuridão. Em razão da coincidência com a superlua, observar os meteoros deverá ser mais difícil. De acordo com a Nasa, um tempo sem nuvens deve fazer com que a observação do fenômeno seja acessível na maior parte do mundo, apesar de ser melhor visto no hemisfério norte.

Para visualizar os dois fenômenos não são necessários equipamentos, eles estarão visíveis a olho nu. Também há aplicativos gratuitos para smartphones, que utilizam o GPS para apontar as constelações visíveis a cada hora no céu. Isso auxilia a localizar em que ponto as chuvas devem acontecer. Hoje, deve-se olhar para a constelação de Gêmeos para localizar a chuva de meteoros.

Para o astrofísico da Universidade do Vale da Paraíba (Univap) Alexandre Soares de Oliveira, será possível observar cerca de 25 meteoros por hora e diz que a coincidência com a superlua representa “um típico caso de disputa entre duas belezas naturais”. 

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