Minerais podem permitir conhecer primeiras formas de vida

Pesquisadores identificaram moléculas e estruturas microscópicas que podem ligar rocha à vida primitiva

EFE,

27 de janeiro de 2008 | 23h05

As marcas biológicas deixadas nas rochas por micróbios que viveram há bilhões de anos poderiam ajudar a saber como e quando foi registrada a primeira forma de vida na Terra, segundo um estudo divulgado pela Nature Geoscience na internet.   A partir da análise das camadas de formações de rocha conhecidas como estromatólitos, encontradas na Austrália e que se formaram há dois bilhões de anos, a equipe científica liderada por Kevin Lepot, do Instituto de Physique du Globe de Paris, descobriu os rastros de micróbios.   Entre as estruturas microscópicas descobertas destaca-se a descoberta dos cristais do mineral aragonita mais antigos encontrados até agora.   Embora os estromatólitos sejam associados freqüentemente com as primeiras formas de vida na Terra, alguns podem ter origem não biológica.   Graças às técnicas espectroscópicas aplicadas em escala nano, os pesquisadores identificaram moléculas e estruturas microscópicas, incluindo a aragonita, que indicam uma relação entre estas rochas e os micróbios.   Aplicada a estromatólitos de maior antiguidade e complexidade, a técnica poderia permitir a detecção dos primeiros rastros de vida na Terra, lançando luz sobre o debate da criação da vida no planeta.

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