Ministro anuncia programa de proteção a florestas

O ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, encerrou a fase piloto do programa de proteção às florestas da Amazônia e Mata Atlântica, e, ao mesmo tempo, anunciou a fase operacional, do que passa a ser o Programa Brasileiro de Proteção e Uso Sustentável das Florestas Tropicais. Ele discursou na abertura do segundo encontro do PP-G7, como ficou conhecido o programa piloto, num evento paralelo à Rio+10 Brasil, iniciado hoje, no Rio de Janeiro. ?A fase piloto do programa demonstrou ser possível criar alternativas econômicas fora do modelo de desmatamento, unindo as questões ambiental e social e servindo para gerar renda e emprego para as comunidades locais?, afirmou. A mudança agora promovida, para uma fase operacional, segundo o ministro, ?ganha mais relevância no contexto de reorganização dos projetos de desenvolvimento regional para a Amazônia, no momento em que se decide extinguir a Superitendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e criar a Agência de Desenvolvimento da Amazônia, com uma nova visão estratégica e uma reorientação das políticas públicas?. Conforme José Carlos Carvalho, o exemplo bem sucedido do programa piloto de florestas deverá servir como referência à nova agência amazônica, mais voltada para o desenvolvimento sustentável. Ele ressaltou, ainda, a criação de um novo Fundo de Desenvolvimento da Amazônia para financiar as iniciativas sustentáveis, que permite maior controle da sociedade civil e mesmo do próprio governo, o qual, no caso da Sudam, ?tinha dificuldade de exercer essas atividades de controle?. O PP-G7, de acordo com o ministro, ?é um dos mais importantes instrumentos de cooperação internacional técnica e financeira?, jamais criados em todo o mundo. Seu financiamento foi feito através do Banco Mundial, com doações mais substanciais da Alemanha e União Européia e também dos Países Baixos, Reino Unido e Estados Unidos.Nos 7 anos de execução do programa piloto, foram mobilizados US$280 milhões de dólares, envolvendo cerca de 800 ongs nos seus 26 subprogramas e projetos. Estes recursos financiaram 188 projetos demonstrativos na Amazônia e Mata Atlântica; o estabelecimento de 2,1 milhões de hectares de reservas extrativistas; a regularização de 4 grandes reservas extrativistas: Chico Mendes e Alto Juruá (AC), Rio Ouro Preto (RO) e Rio Cajari (AP); a demarcação de 59 novas terras indígenas, na Amazônia, totalizando 29 milhões de hectares e 53 novos projetos de pesquisa sobre conservação e o uso sustentável dos recursos naturais, além do treinamento de 12 mil pessoas de 322 municípios no combate a incêndios florestais.

Agencia Estado,

25 de junho de 2002 | 17h09

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