Ministro cobra decisão rápida sobre Angra 3

O ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, afirmou que o País gasta US$ 6 milhões por ano com manutenção e seguro de equipamentos importados para a usina Angra 3, que estão armazenados em um galpão, alguns desde 1983. Ele defendeu uma decisão rápida do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre a eventual construção da unidade.Amaral acompanhou o Exercício Geral de Resposta à Situação de Emergência na Central Nuclear, em Angra dos Reis.O presidente da Eletronuclear, Zieli Dutra Thomé Filho, informou que o País já investiu US$ 700 milhões em Angra 3. Segundo ele, para concluir a usina seria necessário investir mais US$ 1,7 bilhão - US$ 500 milhões na importação de novos equipamentos e US$ 1,2 bilhão no País, com serviços e obras de construção."A maioria dos equipamentos já foi comprada. Agora, o gasto seria nacional. Angra 3 levaria seis anos para ficar pronta, gerando cerca de 8 mil empregos, no pico, e 5 mil, na média", disse o presidente da estatal.O Exercício Geral, realizado a cada dois anos, praticamente não teve participação da população local. Amaral visitou a Usina Angra 2 e acompanhou simulações do atendimento de vítimas de um eventual acidente nuclear. O efetivo da Defesa Civil Municipal foi reduzido em 30% em relação ao exercício de 2001. A sirene acionada para alertar os moradores, simulando um acidente nuclear, não era ouvida em muitos pontos da cidade."Até o momento, não identificamos anormalidades no exercício", disse, no início da tarde, o presidente da Eletronuclear. Para Amaral, a "tendência´ é que a simulação "se transforme em rotina", por isso a falta de mobilização popular. "No início, havia o inusitado. Mas o fundamental é a rotina, a repetição", disse ele.

Agencia Estado,

31 de julho de 2003 | 17h19

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