Ministro cobra mais participação do setor privado

O Ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, cobrou a participação mais efetiva do setor privado no financiamento de pesquisas nacionais. Embora requisite maior colaboração na área científica, ele descarta qualquer hipótese de criação de incentivos. Sejam fiscais, seja de proteção do mercado. "Esses recursos são modelos do passado, que apenas favorecem a criação de cartéis", disse. Para ele, a possibilidade de as empresas aumentarem os lucros com a ampliação de descobertas já é suficiente."A produção científica é essencial para a redistribuição de renda, para a criação de empregos", disse o ministro, durante a cerimônia de posse do novo presidente do CNPq, Erney de Camargo. Amaral afirma os sistemas de financiamento público arcam com 80% da produção científica.Em vez da criação de incentivos, o ministério estuda a criação de uma rede nacional, que vai integrar centros de pesquisa, empresas, representantes de estados e da União. A rede faria uma ponte entre empresas e centros de pesquisa com o objetivo de substituir produtos importados por nacionais.O trabalho da rede se inspira na experiência da Redepetro, uma instituição criada em dezembro de 1999, no Rio Grande do Sul. O projeto hoje faz a ligação entre 127 empresas das áreas de petróleo, gás, energia e mineração, com 91 laboratórios. "A idéia é substituir a exportação de commodities por produtos com valor agregado", afirmou o ministro.A proposta é considerada boa pelo presidente da Forum Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, Francisco Romeu Landi. Ele acrescenta, porém, que o governo precisa adotar medidas que tornem as empresas mais sólidas. "Cabe ao governo reorganizar o mercado, criar programas para exportação, para controle de qualidade, para melhorar a produtividade", disse.

Agencia Estado,

14 de fevereiro de 2003 | 20h54

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