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Ministro confirma para 2006 lançamento de foguete

O ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, confirmou para 2006 o lançamento do quarto protótipo do foguete brasileiro VLS-1."O prazo está mantido, mesmo com a lamentável perda de recursos humanos. As providências estão sendo tomadas para honrar esse prazo", disse o ministro, em referência ao acidente ocorrido em agosto de 2003 na Base de Alcântara, no Maranhão, quando morreram 21 técnicos e cientistas que trabalhavam na montagem do Foguete.Campos, que abriu na terça-feira um seminário convocado para discutir a revisão do programa espacial brasileiro e suas diretrizes para os próximos dez anos, disse ainda que os investimentos do governo no setor deverão voltar à casa dos US$ 100 milhões anuais, igualando o maior patamar da história do programa, alcançado na década de 90.Segundo o ministro, nos últimos anos o orçamento foi de US$ 34 milhões, em média. Em 2002, o volume de recursos foi o mais baixo, US$ 5 milhões.De acordo com o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Sérgio Gaudenzi, em 2005 poderão ser gastos R$ 70 milhões. "Em 2006, poderemos atingir o patamar de US$ 100 milhões, retomando o patamar da década de 90", declarou Gaudenzi.BaseCampos anunciou também que o Ministério das Relações Exteriores está trabalhando na revisão do acordo de salvaguardas entre Brasil e Estados Unidos para permitir o uso comercial da Base de Alcântara pelos americanos. O novo texto está sendo elaborado por causa das ressalvas feitas pelo Congresso ao acordo negociado com os EUA ainda no governo anterior.Para muitos parlamentares da base de apoio do governo Lula, alguns pontos desse acordo feriam a soberania nacional.Segundo o ministro, o novo texto deverá ser encaminhada ao Congresso no próximo ano. "A nova versão procura contemplar o interesse dos dois países de forma equilibrada", disse ele.Assinado em abril, o acordo de salvaguardas regulamenta o aluguel da base de Alcântara para lançar foguetes e satélites norte-americanos.As principais críticas de parlamentares, de alguns cientistas e até de militares são os polêmicos pontos do contrato que impedem que o dinheiro pago pelos Estados Unidos seja investido no desenvolvimento tecnológico do programa espacial brasileiro.

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