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Ministro nega que pressão russa encerrou acordo com Ucrânia

Brasil rompeu cooperação para lançamento de foguetes de base no MA; segundo Jacques Wagner, grupo identificou falhas no projeto

Danielle Villela, O Estado de S. Paulo

23 Julho 2015 | 14h06

RIO - O ministro da Defesa, Jaques Wagner, negou que tenha havido pressão da Rússia para o encerramento do acordo de cooperação entre Brasil e Ucrânia para o lançamento de foguetes da Base de Alcântara, no Maranhão. "Não tem nada a ver com o processo de briga de fronteira entre Rússia e Ucrânia. (O rompimento) foi decidido antes. Eventualmente o conflito agravaria porque eles têm muita tecnologia compartilhada", afirmou o ministro da Defesa.

Nesta quinta-feira, 23, o ministro visitou o Navio de Pesquisa Hidroceanográfico (NPqHo) Vital de Oliveira, na Ilha de Mocanguê, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Wagner afirmou que um grupo de trabalho formado por técnicos do Ministério da Defesa, do Ministério de Ciência e Tecnologia e da Agência Aeroespacial Brasileira (AEB) já haviam identificado falhas no projeto e concluído pela suspensão do acordo desde 2014.

"O rompimento foi muito mais em cima de perceber que ele (o acordo) não prosperaria como a gente esperava", disse o ministro.

Também presente na cerimônia de entrega do NPqHo à Marinha do Brasil nesta quinta-feira, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, afirmou que a suspensão do acordo entre Brasil e Ucrânia não envolve questões políticas e diplomáticas.

"Julgamos importante a cooperação, mas esse acordo estava comercialmente inviabilizado", disse.

Tanto Wagner e Rebelo afirmaram que estão buscando firmar novos acordos com outros países.

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