Ministro promete 2% do PIB para a ciência

Na abertura da 56.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na noite de domingo em Cuiabá, o ministro de Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, garantiu que o governo Lula aumentará em 50% os recursos para a área até 2006. ?A meta é atingir 2% do PIB até o final do mandato.?Campos aproveitou a cerimônia para anunciar a liberação, nos próximos meses, de R$ 15 milhões para pesquisas na Amazônia.A abertura da reunião, que termina na sexta-feira e é considerada o maior evento científico do Hemisfério Sul, também foi marcada por vaias e protestos de servidores em greve da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), sede do encontro.Eles criticaram a maioria das autoridades, incluindo o governador Blairo Maggi. Foram poupados o ministro e os presidentes da SBPC, Ennio Candotti, e da Academia Brasileira de Ciências, Eduardo Krieger.Moratória no desmatamentoO presidente da SBPC defendeu uma moratória no desmatamento daAmazônia. Na capital de um dos Estados que mais se destacam na produção de soja e na agropecuária, Candotti disse que é preciso parar de derrubar árvores para boi pastar ou plantar soja.?Isso é uma guerra nossa. O mundo observa, aguardando o desfecho. Se os bois e a soja ganharem, a vida civilizada nessas terras será impossível.?Como alternativa, Candotti sugeriu que se ocupem áreas já desmatadas. Ele falou que a grande produtividade da soja é resultado de 20 anos de pesquisa científica. ?Temos o direito de cobrar dos produtores a preservação da floresta, um laboratório vivo que pode trazer muitas riquezas.?Para discutir a questão, ele propôs a realização de uma conferência entre produtores e cientistas, intermediada pelo governo.Até sexta-feira, a reunião da SBPC terá apresentados cerca de 3 mil trabalhos científicos, em 62 conferências, 98 simpósios, 51 minicursos, 11 encontros e 7 assembléias. A organização espera a participação de 10 mil pessoas por dia.

Agencia Estado,

19 de julho de 2004 | 11h30

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