Ministro volta atrás e reativa Educação Ambiental

Diante da reação de educadores e ambientalistas à extinção da Coordenação de Educação Ambiental (COEA) do Ministério da Educação (MEC), o ministro Cristóvam Buarque reviu a decisão e já tomou as providências para sua reativação. Segundo nota distribuída à imprensa, o ministro considerou que "o fim da coordenação poderia prejudicar a inserção e o fortalecimento da educação ambiental em todos os níveis e modalidades no sistema de ensino, o que iria de encontro a uma das prioridades e metas do Ministério e do programa do governo federal". A Rede Brasileira de Educação Ambiental (Rebea), que encabeçava uma campanha de protesto, comemorou a decisão do ministro e anunciou que vai continuar a trabalhar pela criação de "um canal de interlocução entre educadores ambientais e o MEC, para garantir que as decisões sobre a Política Nacional de Educação Ambiental sejam compartilhadas". Eis a íntegra da nota distribuída à imprensa pelo MECO ministro da Educação, Cristovam Buarque, decidiu reativar a Coordenação Geral de Educação Ambiental (Coea), transformada, no final de março, em divisão para se ajustar às reformas da administração pública do início do ano.Em nenhum momento, o MEC pretendeu tirar a importância do meio ambiente no processo educacional. Pelo contrário, o objetivo foi o de incorporar a Educação Ambiental a todos os aspectos e níveis de ensino e torná-la um conteúdo presente a toda a estrutura curricular, não apenas um tema segmentado.A preocupação do MEC com o fortalecimento da Educação Ambiental levou o ministro Cristovam Buarque, no início de março, a propor parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a capacitação, na área, de um milhão de professores do ensino fundamental e médio. O acordo prevê a formação de um grupo de trabalho interministerial para redefinir a inclusão de temas ambientais, de forma a assegurar a transversalidade, conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).A decisão do MEC de reativar a Coea deve-se à avaliação de que o fim da coordenação poderia prejudicar a inserção e o fortalecimento da educação ambiental em todos os níveis e modalidades no sistema de ensino, o que iria de encontro a uma das prioridades e metas do Ministério e do programa do governo federal.O MEC já abriu os trâmites burocráticos para a reativação da Coordenação.

Agencia Estado,

17 de abril de 2003 | 20h16

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