Ministros de Meio Ambiente fazem visita à Antártida

Políticos de mais de uma dezena de países se reúnem em base norueguesa, para conhecer o continente

Associated Press,

23 de fevereiro de 2009 | 07h35

Um grupo muito bem agasalhado de ministros de Meio Ambiente chegou a este canto remoto do continente gelado na segunda-feira, 23, para acompanhar os dias finais de uma temporada de intensos estudos sobre o clima e aprender mais sobre como o derretimento da Antártida pode pôr o restante do planeta em risco.   Representantes de mais de uma dezena de países, incluindo EUA, China, Rússia e Reino Unido, devem se encontrar em uma estação científica norueguesa com cientistas americanos e noruegueses que percorrem o último trecho de uma jornada de 2.300 quilômetros e  dois meses sobre o gelo, vindos do Polo Sul.   os visitantes "terão experiência em primeira mão da magnitude colossal do continente antártico e de seu papel na mudança climática global", disse o organizador da missão, o Ministério do Meio Ambiente norueguês.   Eles também serão instruídos quanto às grandes incertezas que atingem as pesquisas no continente, e suas ligações com o aquecimento global: qual é o aquecimento da Antártida? Quanto gelo está derretendo? Em quanto isso elevará o nível do mar? As respostas são tão difíceis que o Painel Intergovernamental para a  Mudança Climática (IPCC) excluiu a ameaça do derretimento da calota polar dos cálculos de seu relatório de 2007 sobre a ameaça do aquecimento global.   O IPCC previu que o nível do mar poderá subir até 0,59 metro neste século, a partir da expansão térmica das águas e do derretimento do gelo sobre a terra, se o mundo não se esforçar para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa.   Mas o comitê não levou a Antártida e a Groenlândia em consideração, já que as interações entre ar, oceano e seus enormes depósitos de gelo - 90% de todo o gelo do mundo está na Antártida - ainda não são bem compreendidas.   Mas a capa de gelo da Antártida Ocidental, cujas geleiras estão derramando água rapidamente no mar, "pode ser o ponto de virada mais importante deste século", diz o cientista James Hansen, da Nasa. "Há potencial para uma elevação de vários metros no nível do mar".

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