Ministros pedirão cumprimento da Agenda 21

Os ministros de Meio Ambiente da América Latina e Caribe se reúnem em São Paulo até a próxima sexta-feira para finalizar um documento que será levado para Johannesburgo, na África do Sul, onde acontece a Cúpula Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a Rio+10, que será de 26 de agosto a 4 de setembro. Dessa sétima reunião do Fórum de Ministros de Meio Ambiente, sairão as propostas dos 33 países da região para a convenção africana. Esta é a última reunião dos ministros antes da Rio+10.O documento deverá enfatizar o cumprimento da Agenda 21, feita na Rio 92, e o desenvolvimento sustentável, explicou o diretor do escritório regional para América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Ricardo Sanchez. A contestação do modelo econômico internacional será ponto fundamental das discussões, completou o ministro do Meio Ambiente brasileiro, José Carlos Carvalho.?A iniciativa busca um fortalecimento político da América Latina e Caribe para os debates na cúpula?, afirmou o ministro. ?Não implementamos de maneira adequada os compromissos assumidos na Rio 92. Se tivéssemos tomado essas medidas na mesma velocidade em que acontecem a degradação do meio ambiente e o avanço da pobreza, não estaríamos na situação em que estamos?, completou Carvalho.Segundo ele, os países latino-americanos e caribenhos querem retomar e implementar os compromissos da Agenda 21. ?Ela determina o combate à pobreza e o desenvolvimento sustentável. Agora faremos uma proposta para a Rio+10 em que teremos metas, prazos e recursos para a implementação da Agenda definidos?, afirmou.Para Carvalho, a globalização acentuou as diferenças regionais e entre os países, o contrário do que propôs a Agenda 21. Para ele, agora será necessário definir os compromissos tanto para os países desenvolvidos quanto em desenvolvimento, cobrando por parte dos países de primeiro mundo o cumprimento dos compromissos assumidos na Rio 92, como a aplicação de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) dos países industrializados em programa de desenvolvimento sustentável das nações periféricas. ?Na época da Rio 92, os países mais ricos aplicavam 0,4% do seu PIB nos países em desenvolvimento. Hoje, não só eles não chegaram ao 0,7%, como reduziram esse investimento para 0,2%?, disse ele.

Agencia Estado,

15 de maio de 2002 | 13h02

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