Miss é barrada em júri de concurso por 'bruxaria'

Hobbies da jurada não são aceitáveis 'por Deus, os judeus, muçulmanos ou cristãos', diz a organização

EFE,

29 de janeiro de 2008 | 13h44

A miss Stéphanie Conover não poderá ser uma das juradas do concurso de beleza Miss Toronto Turismo por gostar de "bruxaria", informou nesta segunda-feira a organização do evento.      Stéphanie, de 23 anos e vencedora de um concurso de miss no Canadá em 2007, já tinha tudo preparado para fazer parte do júri que decidirá em fevereiro a vencedora do concurso Miss Toronto Turismo, mas recebeu uma carta da organização afirmando que ela tinha sido eliminada por gostar de tarô.      A organização do evento afirmou que a "leitura do tarô e do reiki (uma prática originada no Japão) fazem parte do oculto e não é aceitável por Deus, os judeus, muçulmanos ou cristãos".      A organização reafirmou à imprensa sua decisão através de sua porta-voz, Karen Murray.      "Aceitamos (pessoas de) todas as religiões e todas as nacionalidades, mas as rejeitaríamos se estivessem envolvidas em bruxaria", afirmou.      Aparentemente Stéphanie forneceu detalhes sobre suas crenças quando a organização do concurso de beleza lhe pediu uma pequena biografia.      "Disse tudo o que faço; que sou uma artista, cantora e dançarina. Contei sobre meu trabalho com a caridade e também falei sobre meus hobbies, como escrever canções, tecer, pintar, praticar ioga, reiki e as cartas do tarô", disse Stéphanie ao jornal The Toronto Star.      Para Murray, estas características, especialmente as duas últimas,são suficientes para desqualificar Stephanie.      "Queremos alguém com os pés na terra, não alguém no lado obscuro ou no oculto", afirmou a porta-voz.

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