Zahi Hawass Center for Egyptology and High Council of Antiquities Joint Mission/Handout via REUTERS
Zahi Hawass Center for Egyptology and High Council of Antiquities Joint Mission/Handout via REUTERS

Missão arqueológica descobre a maior cidade da antiguidade egípcia

A missão começou as escavações em setembro de 2020 entre os templos de Ramsés III e Amenofis III, próximo a Luxor, a 500 quilômetros ao sul do Cairo

AFP, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2021 | 00h44

Uma missão arqueológica egípcia descobriu a maior cidade antiga do Egito, de mais de 3 mil anos, próximo a Luxor, ao sul, anunciou nesta quinta-feira o arqueólogo Zahi Hawass. “A missão arqueológica descobriu uma cidade enterrada que data do reinado do Rei Amenofis III e que continuou sendo utilizada pelo Rei Tutancâmon há 3 mil anos”, afirmou a missão em comunicado.

Amenofis III, que ascendeu ao trono em 1.391 a.C., morreu no ano de 1.353 a.C. Foram encontrados objetos na cidade, como joias e peças de cerâmica, que permitiram confirmar a data. Trata-se da maior cidade antiga do Egito, segundo Hawass, segundo o comunicado. 

A missão começou as escavações em setembro de 2020 entre os templos de Ramsés III e Amenofis III, próximo a Luxor, a 500 quilômetros ao sul do Cairo. “Em alguma semanas, para grande surpresa da equipe, começaram a aparecer formações de adobe”, indicou o comunicado. O local encontra-se “em bom estado de conservação, com paredes quase inteiras e salas repletas de utensílios do dia a dia”.

A descoberta "desta cidade perdida é a descoberta arqueológica mais importante desde a tumba de Tutancâmon", disse Betsy Brian, professora de egiptologia da Universidade John Hopkins nos Estados Unidos, também citada no comunicado. A cidade recém descoberta permitirá o “oferecimento de uma visão global inusual da vida dos antigos egípcios durante as horas mais pomposas do Império”. 

A cidade se compõe de três palácios reais e do centro administrativo e de manufatura do Império. Além disso, os arqueólogos também exumaram uma zona de preparação de alimentos com uma padaria, um bairro administrativo e uma oficina de construção. Também foram descobertas duas esculturas de vacas ou de touros e restos humanos, algo pouco comum. 

Depois de anos de instabilidade política relacionada à revolta popular de 2011, que representou um duro golpe no turismo, um setor-chave, o Egito tenta atrair visitantes promovendo seu patrimônio. Na semana passada, 22 tanques que transportavam múmias de reis e rainhas do Egito percorreram o centro do Cairo em desfile até o Museu Nacional da Civilização Egípcia, onde serão expostas. 

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