Mogno ilegal encalha no Rio Xingu, no PA

Parte das duas mil toras de mogno retiradas ilegalmente de reserva indígena e de área depreservação ambiental no município de Altamira, no sudoeste doPará, encalhou nos Rios Xingu e Iriri, que baixam de nível nestaépoca do ano. Segundo técnicos do Instituto Brasileiro do MeioAmbiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que comandamo transporte da madeira até a cidade de Altamira, o produto estáavaliado em R$ 4 milhões. A previsão de chegada da madeira em Altamira era de doismeses, mas com o encalhe das toras, a avaliação é de que issopoderá ocorrer somente no segundo semestre. A estimativa é deque 15% do mogno ficará retido entre as pedras dos dois rios atéo começo de 2.003, quando o nível das águas voltará a subir. Segundo o chefe da operação, Adelson Cordeiro, otransporte das toras é demorado porque, além do baixo nível dosrios e de grandes pedras que dificultam a navegação, o trabalhoestá sendo feito por barcos. Cada barco tem capacidade derebocar no máximo até 60 toras. Cordeiro disse que o Ibama já cumpriu sua parte naoperação, que era retirar da floresta o mogno apreendido, mediras toras e conferi-las. Agora, torce para que o nível das águasdos rios não continue baixando para que a madeira chegue àAltamira em junho, numa viagem de 200 quilômetros. Naquelacidade, a madeira ficará sob guarda da Justiça Federal, quedeverá nomear um fiel depositário.

Agencia Estado,

17 de março de 2002 | 19h45

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