Molécula que faz a pimenta arder é 'arma química', diz estudo

Elemento químico dá vantagem às pimentas na 'guerra química' contra fungos que destroem suas sementes

AP

11 de agosto de 2008 | 19h24

Quem gosta dos sabores fortes das pimentas está experimentando um dos mais novos exemplos de uma guerra química.  Nesse caso, é uma batalha entre as pimentas e um tipo de fungo microscópico que destrói suas sementes, disseram pesquisadores na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Eles estudaram pimentas selvagens que cresciam na Bolívia.  As pimenteiras usam açúcar e gorduras para atrair pássaros que comem as pimentas e dispersam as sementes. Os fungos também gostam de gorduras e açúcar, mas destroem as sementes. "Para essas pimentas selvagens, o maior perigo para a semente vem antes da dispersão, quando grande parte delas é morta por fungos", disse Joshua Tewksbury, da Universidade de Washington. Os fungos são espalhados por insetos e, nas áreas onde eram mais comuns, as pimentas tinham um altos níveis de capsaicina, elemento que as torna picantes, descobriram os pesquisadores. A capsaicina diminui dramaticamente o crescimento do fungo.  "Esse elemento não impede que os pássaros dispersem as sementes, porque eles não sentem o ardor, então continuam a comer pimentas, mas os fungos que matam as sementes são extremamente sensíveis a esse produto químico", disse.

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