Ivan Soares/Bramon
Ivan Soares/Bramon

Moradores do interior de MG relatam queda de meteoro no céu; veja vídeo

Corpo celeste era de pequeno porte, segundo astrônomo, e não se sabe onde caíram fragmentos no solo

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2022 | 13h03

Moradores de Patos de Minas, Uberlândia e outras cidades do interior mineiro avistaram um traço luminoso no céu, associado à queda de um meteoro, por volta de 20h53 dessa sexta-feira, 14. Não demorou para que relatos do fenômeno chegassem às redes sociais. Ainda não foi possível precisar o local da queda dos fragmentos do corpo celeste. Até o momento não existe nenhum registro de danos materiais ou de vítimas.

De acordo com relatos, além de um clarão, o chão teria chegado a tremer. Câmeras de segurança chegaram a registrar o momento da queda. As imagens do meteoro foram captadas por um operador da  Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros  (Bramon).

Segundo o coordenador do Observatório de Astronomia de Patos de Minas, Gilberto Dumont, o objeto é de pequeno porte e, provavelmente, o estrondo que muitos disseram ouvir está relacionado à entrada do objeto na nossa atmosfera e não ao impacto no solo. "Esse tipo de ocorrência mexe com as pessoas, mas são rochas pequenas. Ao entrar na atmosfera, ela se fragmenta ainda mais", explicou Dumont.

Ainda de acordo com o especialista, será necessária  a realização de cálculos para se chegar em uma localização aproximada dos fragmentos deste meteoro. "A divulgação deste tipo de ocorrência é muito importante - muitas vezes é a própria população que acaba encontrando esses fragmentos. Eles são muito importantes para o estudo de formação do sistema solar", comentou.

Dumont salienta que fenômenos como esse acontecem, praticamente, todos os dias. "Micrometeoritos do tamanho de um grão de arroz caem com bastante regularidade, mas sequer são percebidos", disse.

Em 2020, ao menos outros dois casos de queda de meteoros foram registrados na mesma região (sem vítimas ou danos materiais). Para o especialista, o fato de essas quedas serem reportadas com mais frequência no interior de Minas Gerais está conectada apenas com a quantidade de observadores profissionais que atuam na região.



 

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