Morre Alexei II, patriarca da Igreja Ortodoxa Russa

Religioso de 79 anos tinha graves problemas de saúde; chefe do Relações Eclesiásticas pode ser sucessor

Efe e Ansa,

05 de dezembro de 2008 | 07h52

O patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Alexei II, morreu em sua residência nesta sexta-feira, 5, aos 79 anos de idade, anunciou um porta-voz da instituição. Alexei, patriarca russo desde junho de 1990, tinha tido durante os últimos anos graves problemas de saúde, e inclusive em meados do ano passado circularam rumores de que tinha falecido.   "O patriarca Alexis morreu. Ocorreu hoje de manhã", informou Vladimir Viguilianski, porta-voz da Igreja Ortodoxa Russa, segundo a agência oficial Itar-Tass. Segundo a imprensa russa, o possível sucessor será o metropolita Kiril, de Smolensk e Kaliningrado, chefe do Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou.   Filho de um sacerdote ortodoxo, Alexei II foi ordenado diácono em 1950. Em 1961 se tornou bispo de Tallinn, na Estônia, e em 23 de junho de 1964 foi nomeado arcebispo. Com apenas 39 anos, em 25 de fevereiro de 1968, foi designado arcebispo metropolita. Com a morte do então líder da Igreja Ortodoxa Russa, o patriarca Pimen I em 1990, Alexei II se tornou seu sucessor.   O Vaticano expressou sua profunda "surpresa e dor" pela morte do patriarca, informou o mons. Brian Farrel, secretário do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. "O Patriarca Alexei II dirigiu a Igreja em um período de grande transformação. Soube desenvolver esse papel com grande senso de responsabilidade e de amor à tradição russa", disse Farrel em nome do Vaticano.   A Cidade do Vaticano recebe com "surpresa e dor" a notícia de sua morte, informou a Sala de Imprensa da Santa Sé antecipando que o papa Bento XVI enviará uma nota de condolências.   Após a designação do papa Bento XVI, o patriarcado ortodoxo russo havia aberto a possibilidade de um encontro entre os dois religiosos minimizando suas acusações contra o "proselitismo" da Igreja Católica. Em outubro passado, o Papa enviou uma carta ao patriarca, na qual afirmava sentir "um profundo afeto por todos os irmãos ortodoxos". Alexei II respondeu ao Pontífice agradecendo suas palavras e expressando "sentimentos de profundíssima estima e sincera benevolência". Antecessor a Joseph Ratzinger, João Paulo II também pretendia se reunir com Alexei II, mas devido à intensificação de seus problemas de saúde, esse encontro não aconteceu.

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