Morre irmã Emmanuelle, freira dos pobres do Egito

Irmã Emmanuelle passou boa parte de duas décadas trabalhando com os catadores de lixo do Cairo

AP,

20 de outubro de 2008 | 17h17

Irmã Emmanuelle, uma freira que viveu durante anos junto aos catadores de lixo do Cairo e já foi comparada a Madre Teresa de Calcutá, morreu nesta segunda-feira, aos 99 anos.   Uma porta-voz da associação fundada pela freira, Sandrine de Carlo, disse que a religiosa faleceu durante o sono numa casa de repouso na França. A freira era de origem belga. Irmã Emmanuelle passou boa parte de duas décadas trabalhando com os zabbalim, ou catadores de lixo, que ganham a vida vasculhando os rejeitos da capital egípcia. Ela ajudou a estabelecer uma rede de clínicas, escolas e jardins para as crianças faveladas,  e uma associação que fundou opera hoje em oito países, do Líbano a Burkina Faso.   O ministro francês de Relações Exteriores e co-fundador do movimento Médicos Sem Fronteiras, Bernard Kouchner, disse que jamais esquecerá "a fé de irmã Emmanuelle, que movia montanhas". Líderes das comunidades islâmica e judaica na França também emitiram comunicados emocionados lamentando a perda.   Nascida Madeleine Cinquin em Bruxelas, em 16 de novembro de 1908, ela passou a infância entre a capital belga, Paris e Londres. Membro da Ordem de Notre Dame de Sion, viveu muitos anos na França. Começou a atuar no Egito no início dos anos 70.

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