Morre no Rio o monge e teólogo dom Estevão

Monge beneditino, um dos maiores intelectuais católicos do País, faleceu aos 89 anos

Da Redação,

14 de abril de 2008 | 21h36

Faleceu na madrugada desta segunda-feira, 14, no Rio de Janeiro, aos 89 anos, o monge beneditino dom Estevão Bettencourt, um dos maiores intelectuais católicos do País. Adepto da linha ortodoxa da Igreja, opôs-se doutrinariamente à Teologia da Libertação, que considerava em rota de colisão com os fundamentos e a essência do cristianismo.   Poliglota – era versado em mais de 11 idiomas -, foi um dos tradutores da Bíblia de Jerusalém, empreendimento editorial que, no início dos anos 70, mobilizou teólogos de diversos países, em torno dos textos originais do Velho e Novo Testamentos – hebraico e grego, respectivamente.   Coube a d. Estevão a tradução da primeira e segunda epístolas de Paulo aos Coríntios para o português, além de supervisionar o conjunto da edição. Ordenou-se aos 18 anos, inteirando 72 anos de sacerdócio. Mesmo fragilizado fisicamente, mantinha intensa atividade intelectual, editando a revista mensal "Pergunte e Responderemos" e supervisionando um curso de teologia católica na escola Matter Eclesiae, ambas mantidas pelo Mosteiro de São Bento.   Nos anos 60, dom Estevão pontificou, nos meios intelectuais católicos, ao lado de personalidades como Gustavo Corção e Alceu de Amoroso Lima, colaborando intensamente na imprensa carioca

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