Mosquito da malária tem genes resistentes a inseticida

Cientistas puderam vincular dois genes à resistência aos venenos nos 'Anopheles Funestus'

BBC

05 de fevereiro de 2009 | 14h49

Uma equipe de cientistas da instituição médica Liverpool School of Tropical Medicine identificou genes que tornam alguns mosquitos africanos transmissores do vírus da malária resistentes a inseticidas. Os cientistas britânicos estudaram tipos do mosquito Anopheles Funestus que eram suscetíveis e outros que eram resistentes ao uso de inseticidas convencionais. Eles conseguiram vincular dois genes à resistência aos venenos, que foram chamados de marcadores moleculares de resistência. "O uso destes marcadores dará um alerta precoce sobre futuros problemas de controle causados por resistência a inseticida, o que aumentaria muito nossa habilidade de aliviar os efeitos potencialmente devastadores da resistência ao controle da malária", afirmou uma das chefes da pesquisa, Hilary Ranson. Segundo o jornal médico Genome Research, a descoberta pode facilitar a aprovação do uso de inseticidas alternativos em áreas onde inseticidas convencionais são comprovadamente ineficazes no combate ao mosquito da malária.  Existem inseticidas alternativos disponíveis, mas atualmente são exigidos longos testes para identificar se seu uso é necessário no combate a mosquitos resistentes. A descoberta britânica poderia tornar mais fácil a decisão de utilizá-los, ao permitir um simples teste genético em uma pequena quantidade de mosquitos. Os responsáveis pela contenção da doença na África há tempos utilizam os chamados inseticidas piretróides, que são borrifados dentro de casas para manter os mosquitos afastados da população. A malária é causada por um parasita transportado por mosquitos e é repassada ao ser humano pela picada do inseto. A doença mata mais de um milhão de pessoas todos os anos em regiões tropicais, sendo a maioria das vítimas crianças.

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