Mostra reúne autógrafos de personalidades históricas em Berlim

Exposição mostra rubricas e textos originais de personalidades de várias áreas, de Napoleão a Charles Darwin

Efe,

21 de fevereiro de 2008 | 16h22

A Biblioteca Nacional de Berlim inaugurou nesta quinta-feira, 21, uma exposição de 60 célebres autógrafos, obtidos entre os séculos XVI a XX, dos 28 mil que compõe sua coleção - que inclui autógrafos de personalidades de várias áreas, como Napoleão Bonaparte, Galileo Galilei e Charles Darwin.   Uma carta de Napoleão sobre a guerra com a Prússia, datada de 1806, um cheque de 100 ducados - assinado pelo artista Miguel Angel Buonarotti, em 1531 - e um poema improvisado de Hans Christian Andersen, de 1831, são alguns dos destaques da mostra, que reúne relíquias de personalidades políticas, artísticas, científicas e literárias em ordem cronológica.   A vasta coleção de autógrafos - que destaca-se como a maior do mundo - foi doada em 1907, pelo mecenas alemão Ludwig Darmstaedter.   A curadora da mostra, Jutta Weber, explicou que os documentos cedidos pelo mecenas tem um "valor incalculável" e recriam o universo literário, científico, artístico e político do começo do século XVI ao XX.   "A idéia de Darmstaedter não era apenas acumular as assinaturas, como um colecionador de autógrafos. Ele queria encontrar textos que documentassem o conhecimento, a obra e a vida dessas personagens, contadas por elas mesmas.   Carta de Simón Bolívar   Os textos centenários estão em italiano, francês, alemão, inglês e russo, porém, um em castelhano chama a atenção: uma carta do revolucionário venezuelano Simón Bolívar, de 1828.   "A apatia de nossos bons cidadãos e a nossa é um veneno mortal. O ópio é menos danoso! Recomendo entusiasmo e paixão, de outro modo, não há salvação possível", escreveu o revolucionário a um amigo, em Bucaramanga, na Colômbia.   Através dos autógrafos da exposição, é possível notar a personalidade de alguns grandes nomes da história - desde a rubrica aristocrática do imperador Guilherme II a discreta assinatura de Albert Eistein; da simples rubrica de Copérnico a grande assinatura de Bolívar.   O bisneto do mecenas, Ulrich Bollert, elogiou o "intelecto multifacetado" de seu bisavô, de quem diz ter herdado o compromisso com o avanço da ciência, que o levou a participar da fundação de um centro de investigações médicas em Frankfurt.   A exposição "O principal momento de um mecenas - cartas de Galileo a Einstein" fica em cartaz na sede da Biblioteca Nacional de Berlim até 12 de abril.

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